| VIAAS - Vias de Interculturalidade na Área do Asilo |
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ACTIVIDADES DA ACÇÃO 1 A Acção 1 do projecto VIAAS decorreu de Janeiro a Junho de 2005. Nestes seis meses foram desenvolvidas actividades diversas de preparação, nomeadamente:
Diagnóstico Participativo e Alargado Actividades: Para a realização do diagnóstico a Parceria de Desenvolvimento (PD) estabeleceu um plano de acção e o respectivo cronograma, no qual foi previsto o envolvimento dos diversos actores-chave, destinatários finais e trabalhadores. Foi feita uma recolha documental, realização de entrevistas, reuniões de grupo e reuniões individuais e contactos informais. O diagnóstico incidiu sobre quatro dimensões distintas:
A análise das entrevistas realizadas aos requerentes de asilo e refugiados, as reuniões com os técnicos, as entrevistas às associações empresariais, juntamente com a recolha documental, permitiram-nos identificar um conjunto de pontos fortes e fracos (potencialidades e debilidades), que no nosso entender, foram fundamentais para a elaboração da candidatura e que teremos de ter em conta no futuro. Foi ainda possível organizar e registar diversas recomendações/sugestões levantadas pelos diversos actores-chave, de cinco tipos distintos:
Como principais conclusões salientamos:
Envolvimento dos Actores-Chave, Destinatários Finais e Trabalhadores: Procurou-se envolver na elaboração do estudo as associações empresariais do sector alimentar. Deste modo, foram realizadas duas entrevistas individuais às seguintes associações: Associação dos Comerciantes de Carnes do Concelho de Lisboa e Oeste (ACCCLO); Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP). Tendo em conta que pretendíamos diagnosticar as necessidades das empresas e captar as perspectivas das mesmas, através destas entrevistas procurámos: perceber quais as necessidades do mercado de trabalho no sector; avaliar a formação profissional existente; perceber como estão organizados os processos de recrutamento e quais as vantagem e desvantagens da participação de estrangeiros no sector. O envolvimento dos requerentes de asilo foi outra das prioridades. Realizaram-se entrevistas a requerentes de asilo e refugiados, procurando obter a maior diversidade de respostas e pontos de vista. A selecção das pessoas teve em conta alguns critérios, para assegurar uma certa diversidade: situação legal, local de residência, nacionalidade, estado civil e tipo de agregado familiar, tempo de permanência em Portugal, etc. Nas entrevistas procurou-se ter em conta as seguintes dimensões: percurso escolar/formação profissional; inserção em Portugal (pontos fortes e fracos); competências formais e informais; projectos futuros e ocupação de tempos livres. Foram realizados contactos informais com outros refugiados, aproveitando os "atendimentos". Os requerentes de asilo e refugiados foram convidados a participar na sessão de apresentação do estudo de diagnóstico (23.06.05, no CFPSA). Foi igualmente promovido o envolvimento de técnicos das instituições, e por se considerar que têm um papel chave ao nível das quatro dimensões sobre as quais incidia o estudo. Foram promovidas reuniões de grupo em que estiveram presentes várias instituições da Rede Alargada (CEPAC, CIC/Projecto Orientar, CAVITOP, AMI, Serviço Jesuíta aos Refugiados, Obra Católica Portuguesa de Migrações, etc.). Realizaram-se também reuniões com os técnicos das instituições parceiras, em que participaram técnicas de serviço social, juristas, técnicos de emprego e formação profissional, formadores, psicólogos, etc. Os técnicos foram convidados a participar na sessão de apresentação do estudo de diagnóstico (23.06.05, no CFPSA). Para além de lhes ter sido apresentada a versão final e o que está previsto para a Acção 2, puderam fazer novas sugestões e comentários ao trabalho realizado pela PD. Apresentação do estudo: A apresentação do estudo diagnóstico decorreu no Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar (CFPSA), no passado dia 23 Junho 2005. Contou com cerca de 44 participantes, nomeadamente técnicos das instituições da PD, requerentes de asilo, refugiados e representantes de outras entidades que contribuíram para o diagnóstico (Ver Ordem de Trabalhos). Ver estudo (PDF - 4,2MB). Montagem da Parceria de Desenvolvimento - PD No decorrer da Acção 1 (Janeiro-Junho 2005) foi possível criar uma equipa e uma metodologia de trabalho para a Acção 2. Foram realizadas diversas reuniões da PD, com o objectivo de planear e definir estratégias para implementar as actividades a desenvolver ainda durante a acção 1 e, posteriormente, na acção 2. Procurou-se identificar quais os contributos e recursos que cada um dos parceiros poderia pôr à disposição do projecto. Promoveu-se a troca de experiências e o aproveitamento das competências dos técnicos da PD e das próprias instituições, apostando-se num maior inter-conhecimento institucional. Considerando que não seria necessário, nesta fase, aumentar o número de parceiros formais, optou-se por montar a PD a funcionar na acção 2 com base:
Neste sentido valorizou-se um maior envolvimento da SCML, que inicialmente estava previsto só ao nível do Serviço de Emergência Social (SES), para a identificação dos futuros beneficiários do projecto e seu acompanhamento. O Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (CRVCC) e a Área de Orientação, Formação e Inserção Profissional (OFIP) vão passar a ter um envolvimento muito grande no projecto. Foi também elaborado o Acordo de Parceria de Desenvolvimento (APD), num processo amplamente participado pelos técnicos e representantes, tendo-se identificado algumas normas e procedimentos que vão regular o funcionamento da PD, assim como a identificação das responsabilidades específicas de cada instituição na parceria. A PD partiu da ideia geral de que há uma co-responsabilização relativamente a todas as actividades, embora se tenha considerado que cada parceiro deverá ser responsável pela implementação de actividades específicas. Tentou-se que, em cada actividade, haja pelo menos dois parceiros envolvidos e seja uma responsabilidade partilhada. Ainda ao nível da montagem da parceria, e graças ao empenho dos técnicos do ISS, I.P., será o Centro Distrital de Segurança Social de Lisboa (CDSSL) a implementar o projecto da acção 2, substituindo os serviços centrais desse mesmo Instituto. |
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