| VIAAS - Vias de Interculturalidade na Área do Asilo |
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O projecto VIAAS, que teve início em Janeiro de 2005, irá centrar a sua intervenção na melhoria das condições de integração dos requerentes de asilo e refugiados. O projecto está estruturado em dois eixos principais:
Em fase de candidatura foi realizado um diagnóstico sumário de necessidades, que justifica a escolha destes dois eixos de intervenção e contextualiza as actividades identificadas. O projecto está a ser desenvolvido por uma parceria de desenvolvimento (PD), responsável pelas três fases de implementação do mesmo: diagnóstico (Acção 1), desenvolvimento (Acção 2) e disseminação (Acção 3). DIAGNÓSTICO SUMÁRIO DE ENQUADRAMENTO Integração no Emprego, Formação e Ocupação: O Grupo Consultivo de requerentes de asilo (RAs) e refugiados identificou o emprego como um “problema bastante delicado para os refugiados em Portugal” (CPR - Acção Solidária com os Refugiados, 2004). Nas áreas de intervenção social do CPR a formação e educação totalizam 21% dos problemas trazidos aos serviços de atendimento (Relatório de Actividades CPR 2003). As conclusões do relatório RESOURCE - Portugal 2003, demonstram que, na sua maioria, os refugiados, apesar de possuírem uma experiência profissional e qualificações muito “ricas”, não exercem actividades profissionais compatíveis com essas qualificações. Este problema é explicado por diferentes factores, entre outros o reconhecimento, validação e certificação das qualificações dos refugiados (Estudo para o Diagnóstico e Avaliação do Acolhimento dos Requerentes de Asilo - GEOIDEIA, 2002). Há, assim, uma clara necessidade de encontrar neste domínio respostas experimentais e inovadoras. Os refugiados que foram entrevistados para o relatório RESOURCE identificam a necessidade de uma maior oferta formativa, que facilite a integração social e, especificamente, a integração no mercado de trabalho. Vários estudos, incluindo a secção “Formação Profissional” do Guia de Boas Práticas para a Integração de Refugiados (2000) apontam a necessidade de diversificar a oferta de formação profissional, nomeadamente aquela dirigida para as necessidades do mercado de trabalho. O Estudo Diagnóstico apontou que a “falta de ocupação dos requerentes de asilo causa frequentemente problemas de ordem psíquica que podem dar origem a comportamentos associais”. Neste contexto é urgente procurar soluções inovadoras e criativas, que ultrapassem a situação legal como obstáculo impeditivo a que os requerentes de asilo encontrem ocupações socialmente úteis. Desenvolvimento da Interculturalidade: O Grupo Consultivo refere o racismo enquanto um dos principais problemas, considerando inaceitável que “continuem a persistir sentimentos e demonstrações de racismo”. O Grupo identificou uma clara necessidade de implementar “programas de informação e sensibilização sobre a temática dos refugiados, de modo a esclarecer a opinião pública” (CPR - Acção Solidária com os Refugiados, 2004). |
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Conselho Português para os Refugiados - CPR O Conselho Português para os Refugiados (CPR) trabalha desde 1991 na área do asilo e refugiados, sendo a única Organização Não Governamental de Desenvolvimento (ONGD) que, em Portugal, tem como missão exclusiva apoiar esta população. Desde 1999 que representa o Alto Comissariado das Nações Unidas no nosso país (ACNUR). O CPR dispõe de diversos serviços de apoio directo a este grupo, desde a fase do acolhimento até à integração: centro de acolhimento para requerentes de asilo, aconselhamento jurídico gratuito, apoio social e para a procura de emprego, cursos de português e informática. O CPR desenvolve, ainda, inúmeras actividades de formação e sensibilização na área do asilo e refugiados. www.cpr.pt |
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Centro de Formação Profissional para o Sector Alimentar - CFPSA
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Instituto de Segurança Social I.P.
Câmara Municipal de Loures - Gabinete dos Assuntos Religiosos e Sociais Específicos (GARSE)
Desta forma o GARSE apoia e acompanha actividades sócio-culturais e a criação de estruturas sociais. Este Gabinete desenvolve projectos de intervenção comunitária em diversas áreas sociais: educação, emprego, saúde, ambiente, etc., dirigidos aos imigrantes e comunidades étnicas, promovendo a sua valorização e integração. Contribui, igualmente, para o desenvolvimento do trabalho das associações de imigrantes e organizações não governamentais. Devido à localização do Centro de Acolhimento do CPR, na Bobadela (Loures), o GARSE participa nesta parceria, com o objectivo de planear e experimentar novos modelos de integração dos requerentes de asilo em Portugal.
Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML)
Em Janeiro de 2004, com a assinatura do Protocolo com o ISS, foram atribuídas novas competências à SCML em matéria de apoio aos requerentes de asilo, no concelho de Lisboa.
OBJECTIVOS GERAIS
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS
ACTIVIDADES DA ACÇÃO 1- Janeiro a Junho 2005
ACTIVIDADES DA ACÇÃO 2 - Julho 2005 a Julho 2007
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